Quando uma área para de entregar, a reação mais comum é contratar alguém mais experiente para comandá-la. Às vezes é a decisão certa. Muitas vezes, o novo diretor chega a uma área sem processo, sem indicador confiável e sem clareza de mandato, e passa o primeiro ano construindo a estrutura que deveria encontrar pronta.

O que cada opção resolve

  • Contratar um diretor. Resolve a falta de alguém com autoridade e repertório para conduzir a área de forma permanente. É a resposta certa quando a estrutura existe e falta quem a opere.
  • Trazer uma consultoria. Resolve a falta de estrutura: processos, papéis, indicadores e rituais que permitem à área funcionar sem depender de uma pessoa. É temporária por definição.

Quando contratar um diretor faz mais sentido

  • A área já tem processo e indicadores, e o problema é condução.
  • A função é permanente e estratégica, e precisa de um dono no dia a dia.
  • O problema está concentrado em uma área, sem efeito em cadeia nas outras.

Quando a consultoria faz mais sentido

  • O problema atravessa áreas: comercial depende de operação, que depende de dados.
  • Ninguém consegue descrever com precisão como a área deveria funcionar.
  • A empresa já trocou de gestor e o problema continuou.
  • É preciso mudar rápido algo que o time atual não tem repertório para desenhar.

As duas coisas, em sequência

A combinação que mais funciona costuma ser estruturar primeiro e contratar depois. O executivo chega a uma área com processo, papéis e indicadores definidos, e começa a gerir no primeiro mês em vez de no primeiro ano. A consultoria também pode ajudar a definir o perfil da posição, porque só depois de desenhar a área fica claro que tipo de líder ela pede.

O que considerar no custo

A comparação justa não é salário contra contrato. De um lado, entram remuneração, encargos, bônus, o tempo até encontrar a pessoa certa e o risco de a contratação não dar certo. Do outro, um investimento com prazo e escopo definidos, que termina quando a estrutura passa a se sustentar.

Na Arcantis, quando o diagnóstico mostra que o problema é de condução e não de estrutura, dizemos isso. Quando é de estrutura, estruturamos e preparamos a liderança que vai operá-la.